Publicado em: 2 de setembro de 2016

A Abong divulga seu posicionamento contra o golpe midiático-jurídico-parlamentar concretizado no último dia 31 de agosto, com a votação no Senado que decidiu pelo impedimento da presidenta eleita Dilma Rousseff. A carta foi construída no VI Encontro Sulbrasileiro de Organizações e Movimentos Sociais, realizado pela Abong, e traduz a visão da associação e das organizações e movimentos sociais presentes ao evento, ao repudiar o ataque aos direitos dos brasileiros que está por trás da deposição de Dilma.

“A ruptura à democracia perpetrada pelas elites não visa apenas a destituição de uma Presidenta legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiras e brasileiros, mas atacar os direitos conquistados e, principalmente, entregar as riquezas nacionais ao capital financeiro internacional nos colocando “de joelhos” frente às grandes potencias mundiais”, diz o texto.

Outras associadas da Abong também se posicionaram na mesma direção:
> Inesc
> Fase
> Instituto Pólis
> SOS Corpo

Leia abaixo a íntegra da carta:

SOBRE O GOLPE MIDIÁTICO-JURIDICO-PARLAMENTAR NO BRASIL
Carta do VI Encontro Sulbrasileiro de Organizações e Movimentos Sociais

Nós, trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade, das organizações e movimentos sociais, reunidos no VI Encontro Sulbrasileiro em Francisco Beltrão, manifestamos nossa indignação e revolta ao golpe contra a democracia e a retirada dos direitos do povo brasileiro.

A ruptura à democracia perpetrada pelas elites não visa apenas a destituição de uma Presidenta legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiras e brasileiros, mas atacar os direitos conquistados e, principalmente, entregar as riquezas nacionais ao capital financeiro internacional nos colocando “de joelhos” frente às grandes potencias mundiais.

Estamos convencidos que o retrocesso em andamento é motivado pelos acertos implementados através das políticas sociais de inclusão das mulheres, negras e negros, juventudes, trabalhadores rurais e urbanos, movimentos populares urbanos e rurais, povos tradicionais ciganos, indígenas, de matriz africana e comunidade tradicional quilombolas, movimentos LGBTT e tantos outros historicamente invisíveis e à margem das políticas do estado brasileiro.

Reafirmamos que o único caminho para o povo brasileiro é a resistência, unidade popular e luta cotidiana contra a retirada de direitos, pela radicalização da democracia garantindo a soberania nacional. Isso só será possível com a unidade dos movimentos populares, fortalecendo sua autonomia em relação ao estado e aos governos, garantindo a articulação com os demais movimentos populares latino-americanos, rumo à construção do Projeto Popular.

RESISTÊNCIA, UNIDADE POPULAR E LUTA!

Francisco Beltrão, 31 de Agosto de 2016.

ABONG
ABAI
ASPTA
ASSESOAR – PR
CAMP
CAPA Erexim – RS
CAPA Pelotas – RS
CAPA Verê – PR
CEAAL Brasil
CEAP
CEBI Nacional
CEBI Canoas/RS
CEFURIA
CETAP
COOCAMP
CRIAS BGV Cooperativa – Pelotas/RS
ECOPAN/Cresol
FETRAF – PR
FLD – Fundação Luterana de Diaconia
FONSANPOTMA – Fundos Solidários de Matriz Africana
Frente Permanente do HipHop – RS
Grupo Formação
IDhES Instituto
INFOCOS
Instituto Parrhesia
MAB – Movimento dos Atingidos pelas Barragens
MTD – Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos
MN – Movimento Negro
MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
Ong Suve
PAD – Plataforma de Articulação e Diálogo
PRECAVVIDA – PR
RURECO – PR
Sindicato dos Artesões do Rio Grande do Sul
Sindicato dos Trabalhadores Rurais – Francisco Beltrão/PR
Soy Loco Por Ti – Democracia Digital
Terra de Direitos – PR
UBM – União Brasileira de Mulheres – RS
UNICAFES-PR
UNIOESTE
UTF-PR – Pato Branco
(Carta elaborada dia 31 de agosdo de 2016, no VI Encontro Sulbrasileiro de Organizações e Movimentos Sociais promovido pela Abong)