Publicado em: 7 de agosto de 2018

Manifestações ocorrerão na sexta-feira; trabalhadores querem revogação da ‘reforma’ trabalhista, restabelecimento da democracia e respeito ao direito de Lula se candidatar

Por Rede Brasil Atual

Contra o desemprego e pelo respeito aos direitos conquistados em décadas de mobilização, centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo promovem na próxima sexta-feira (10) o “Dia do Basta!“.  Trabalhadores realizarão paralisações, atrasos de turnos e atos de protesto em locais de trabalho e nas ruas.

As entidades divulgaram nota nesta segunda-feira (6) convocando os movimentos sociais a ampliar as manifestações. “Orientamos os militantes e as organizações do movimento social, sindical, artístico e cultural que constroem as Frentes em todo o Brasil a aprofundar o diálogo com as centrais sindicais no sentido de apoiar as paralisações das diversas categorias.”

Em junho, as centrais aprovaram uma “agenda prioritária da classe trabalhadora”, com propostas para o próximo governo. O documento já foi entregue a candidatos e líderes partidários. Entre as pautas, os trabalhadores protestam contra a política de preços da Petrobras e o aumento do gás de cozinha, os cortes pelo governo Temer nas políticas sociais e a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu direito de concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro. As entidades querem ainda a revogação da Lei 13.467, de “reforma” trabalhista, e da Emenda Constitucional 95, que congela gastos públicos por 20 anos.

“É o dia para dizer que não aguentamos mais esse governo golpista e queremos que os nossos direitos sejam respeitados. E para que isso aconteça é fundamental que todos participem das atividades neste 10 de agosto em todo o país”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Calendário

Em São Paulo, as centrais e os movimentos populares marcaram a concentração para o ato a partir das 10h, na Avenida Paulista, região central, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Campinas, no interior do estado, também terá um ato, a partir das 16h, no Largo do Rosário, no centro da cidade.

No Rio de Janeiro, o ato está previsto para começar às 16h, na Praça 15, centro da capital. Já em Belo Horizonte, a concentração começa a partir das 11h, Praça Afonso Arinos, na região central.

A capital gaúcha, Porto Alegre, terá sua concentração a partir 8h30, na Avenida Alberto Bins, em frente à sede da Federação do Comércio de Bens e de Serviços (Fecomércio-RS). Ainda na região sul, no Mato Grosso do Sul, trabalhadores da educação vão parar as atividades. A previsão é que nenhuma escola funcione no dia.

Em São Luís, a mobilização começa ainda mais cedo: às 6h, em frente à Universidade Federal do Maranhão. Os trabalhadores sairão em passeata até a Avenida Cajazeiras onde realizarão um ato. Em Vitória-ES também está programa uma marcha. Os trabalhadores se reunirão a partir 6h, em frente a Universidade Federal do Espírito Santo, com saída prevista para às 9h pelas principais avenidas da cidade.

(Foto: Mídia Ninja)