Publicado em: 25 de novembro de 2014

Começa nesta quarta-feira, 26 de novembro, o Encontro Continental contra a Mineração e pela Soberania Popular, em Mataquescuintla, município do Departamento de Jalapa, a 80 quilômetros da Cidade da Guatemala. Organizado pela Alba Movimentos [Aliança Bolivariana das Américas], o objetivo é reunir cerca de 200 militantes e dirigentes dos movimentos sociais de todo o Continente, em particular os afetados pela mineração, representantes de povos y comunidades originárias e camponeses, e trabalhadores que apoiam os afetados pela mineração.

São várias e graves as consequências da expansão da mineração: usurpação dos territórios; perda de meios de vida e das dinâmicas territoriais associadas à degradação do meio ambiente; desterritorialização; deslocamento forçado; não viabilidade da agricultura; contaminação de águas superficiais e subterrâneas; militarização dos territórios; violações dos direitos humanos em geral, especialmente em relação às mulheres diretamente afetadas e aos povos originários. “Em resumo, os beneficiários da atividade mineradora, na maioria dos países da Nossa América, são as empresas transnacionais, juntamente com as empresas nacionais, associadas aos capitais internacionais”, afirma a Alba Movimentos.O Encontro se realizada num contexto em que a atividade mineradora em grande escala se apropria da natureza e dos territórios. Com essa apropriação e expansão, segundo a Alba Movimento, também se expande e se esboça um mapa de conflitos por justiça socioambiental. “Os empreendimentos comunitários da agricultura familiar, as terras indígenas, territórios afrodescendentes são eliminados do solo em nome do subsolo”, destaca a organização.

O Encontro Continental contra a Mineração e pela Soberania Popular, que se estenderá até o próximo dia 02 de dezembro, tem as seguintes metas: aprofundar a compreensão dos distintos aspectos sobre a mineração no continente; avançar na definição e impulso de uma estratégia comum dos movimentos sociais para a Alba, que permita manter a comunicação e discussão, bem como uma agenda de encontros, debates, mobilizações e lutas contra a mineração; intercambiar informação e experiências de organização, luta e mobilização para fortalecer as lutas de resistência frente à mineração; contribuir para fortalecer as articulações existentes ou a construção de uma articulação continental em nível da Alba Movimentos; e estabelecer e divulgar a posição e as denúncias da Alba Movimentos ante os impactos da mineração.

Para participar do Encontro, contatar a organização pelo e-mail secretaria@albamovimientos.org.br.

Fonte: Adital