Publicado em: 11 de setembro de 2018

Além do mapeamento, a Plataforma Colaborativa tem como objetivo incentivar o resgate do hábito de comer esses alimentos, como uma estratégia para promover o combate à fome e a diversidade na alimentação

Por Lorena Alves, do Observatório

Você sabe o que são as PANCS? O termo se refere às plantas alimentícias não convencionais, ou seja, vegetais saudáveis para a alimentação, mas que não são normalmente consumidos pela população. Elas podem trazer biodiversidade ao prato dos brasileiros, porém, não fazem parte do cardápio diário da maior parte das pessoas e não costumam ser encontradas em mercados convencionais.

O grupo Ka’a Eté (palavra tupi guarani que significa Mata Importante) nasceu com intuito de resgatar a cultura do consumo de diferentes plantas e, a partir dessa ideia, criou um site que apresenta a descrição de cada PANC, por meio de um mapa dinâmico de onde encontrá-las. Uma das curiosidades é que este recurso é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode adicionar uma planta não convencional ao mapa.

As ações da Plataforma Colaborativa começaram com a criação e disponibilização desse aplicativo de mapeamento e reconhecimento das plantas em Porto Alegre e Região Metropolitana de forma colaborativa com usuários cadastrados. A partir de então, as ações se voltam à alimentação da lista eletrônica com descrição das plantas, fotos, informações nutricionais e formas de utilização. Em um segundo momento, é ampliada para um local de consumo que une produtores e consumidores, formando uma rede viva entre plantas e pessoas, produção e consumo, coleta e plantio, ou seja, o que o Ka’a Eté chama de uma “Economia Viva”.

Um dos resultados do projeto é a disseminação das potencialidades das PANCs, que na maior parte dos casos são alimentos orgânicos. O grupo também defende que é necessário um mercado consumidor sob as bases da economia solidária, e que este modelo tem aproximado produtores e consumidores, além de ter ampliado o espectro de alimentos possíveis.

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Segundo os fundadores do projeto Ka’a Eté, a plataforma nasceu com intuito de resgatar a cultura do consumo de diferentes plantas, que ainda são desconhecidas ou subutilizadas. Além do mapeamento, a Plataforma Colaborativa tem como objetivo incentivar o resgate do hábito de comer esses alimentos, como uma estratégia para o combate à fome e diversidade na alimentação.

Entenda mais sobre essa prática:

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O projeto KAAETÉ” integra o Banco de Práticas Alternativas, uma iniciativa da Abong em parceria com o Iser Assessoria integrante do Projeto Novos Paradigmas de Desenvolvimento – pensar, propor, difundir.

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(Foto: Reprodução)