Publicado em: 13 de setembro de 2017

 A manifestação apontando a inviabilidade ambiental da construção da termelétrica foi protocolada no Sistema Ambiental Paulista no início de setembro

O projeto que prevê a construção de uma usina termelétrica em Peruíbe, no litoral de São Paulo, e um terminal offshore de recebimento de gás natural com um navio fundeado a 10 km da costa do município, apresenta altíssimo grau de risco e impacto ambiental, muito além dos impactos locais e regionais previsíveis para instalação e operação desse tipo de sistema.

A cidade de Peruíbe, litoral sul de São Paulo, é a guardiã do maior refúgio de Mata Atlântica, o mosaico Juréia Itatins. Além disso, a Área de Proteção Ambiental Cananéia-Iguape-Peruíbe (“APA-CIP”) também pode ser atingida pelo empreendimento, afetando diversas atividades de pescadores locais e terras indígenas localizadas nos municípios de Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá, violando direitos destas comunidades tradicionais.

Em virtude do alto impacto da implantação e operação, localização e o fato de se tratar de uma matriz não renovável para geração de energia, a Fundação SOS Mata Atlântica apoia o movimento existente, que já conta com outras ONGs, povos indígenas e comunidades tradicionais, e se posiciona contra o empreendimento, apontando a inviabilidade ambiental com base nos argumentos apontados no manifesto.

No dia 01 de setembro, o Manifesto foi enviado e protocolado no Consema. A Fundação esteve presente na audiência pública que aconteceu no dia 30 de agosto, às 17h, na Alesp, e estará também na próxima, agendada para o dia 28 de setembro em Peruíbe.

Participe desta mobilização assinando abaixo assinado.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica