Publicado em: 14 de agosto de 2019

Ao fim das mobilizações de rua, entidades estudantis convocaram próximo ato para o dia 7 de setembro

Por Lorena Alves, do Observatório

Na última terça-feira (13) aconteceu o terceiro tsunami da Educação, convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Segundo a UNE, 1,5 milhões de pessoas, de 205 cidades brasileiras, foram às ruas contra o programa apresentado pelo MEC Future-se, o corte de verbas na pasta e a privatização das universidades.

Durante os atos, estudantes homenagearam Fernando Santa Cruz, desaparecido político na ditadura militar, estudante e militante do movimento estudantil brasileiro. No Rio de Janeiro, Rosalina Santa Cruz, irmã de Fernando, participou da marcha com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal Fluminense (UFF), que leva o nome dele. Em Brasília, a manifestação ganhou destaque por conta da unificação com a Marcha das Mulheres Indígenas, acampadas na cidade desde a sexta-feira (9).

Os protestos reuniram estudantes, docentes, sindicalistas, trabalhadoras, trabalhadores e ativistas de movimentos populares contra os retrocessos do atual governo federal. “Estamos nos mobilizando porque não vamos aceitar a privatização da universidade pública. O Future-se não vai passar”, declarou, no carro de som na Avenida Paulista, o presidente da UNE, Iago Montalvão.

Iago Montalvão, presidente da UNE | Foto: Maiakovski Pinheiro

Ao fim das mobilizações, entidades estudantis anunciaram a data do próximo ato: 7 de setembro, data em que também acontece o “Grito dos Excluídos”.

(Foto: Rebeca Belchior)