Publicado em: 13 de setembro de 2018

Em apenas 24 horas, o grupo ganhou 600 mil seguidoras em todo o Brasil dos mais diversos partidos

Por Catraca Livre

Um ponto que foi alvo de debate é a discrepância do número de membros do grupo. Para quem está inserido na rede, aparecem mais de 1,5 milhão de mulheres, mas oficialmente o número é de cerca de 862  mil integrantes.

Segundo um porta-voz do Facebook, isso acontece porque o número visível dentro do grupo, que é fechado, inclui pessoas que foram convidadas mas ainda não responderam ou não tiveram seu nome analisado pelas administradoras.

O número de membros que está disponível para não-membros do grupo reflete apenas o número de pessoas que realmente participam do grupo”, diz o porta-voz. Mas, a julgar pelo número interno,  em muito breve será atingido o patamar de 1 milhão.

As pessoas no Facebook são sempre informadas por uma notificação de que foram convidadas para fazer parte de um grupo. Só é possível receber convites dos contatos na plataforma, nunca por uma pessoa desconhecida e que não tenha nenhuma conexão online com você.”

Crédito: Reprodução / Facebook – O grupo atingiu 1 milhão de pessoas

O grupo

Uma das criadoras do grupo, Ludimilla Teixeira, ressalta que o grupo está sofrendo ataques na redes sociais e teme infiltração do time de moderadoras voluntárias. Com medo disso, a rede está analisando com cuidado a oferta de ajuda voluntária para fazer a intermediação.

“Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força!”, diz a descrição no Facebook.

Segundo as regras das moderadoras, o grupo é destinado apenas para mulheres cis ou trans, as discussões devem ocorrer de forma respeitosa, e não são permitidos discursos de ódio, enquetes sobre intenção de votos e a exposição de publicações feitas dentro da comunidade. Além disso, não é aceita propaganda para nenhum candidato.

Ainda de acordo com Ludimilla, o objetivo da iniciativa não é atacar o Bolsonaro, mas sim, lutar contra o fascismo e o retrocesso que ele representa. “Infelizmente, ele é a figura mais nefasta para o público feminino, não tem propostas que nos ajude a encarar essa sociedade desigual. Na verdade, ele prega a redução dos nossos direitos”, explica.

A ideia do grupo surgiu como forma de juntar as mulheres em luta por seus direitos. No entanto, como se tornou algo muito maior, os planos das integrantes agora são organizar manifestações em cidades pelo país e, após as eleições, manter essa rede de apoio.

Para participar do grupo, clique neste link.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)