Publicado em: 10 de julho de 2019

Manifestação terá concentração às 17h na Av. Paulista, para quando está prevista a retomada da votação em plenário

 

Da redação do Observatório, com informações da Rede Brasil Atual

 

As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, em conjunto com Centrais Sindicais, convocaram mais uma mobilização contra a Reforma da Previdência em tramitação na Câmara dos Deputados, uma manifestação organizada para esta quarta, 10 de julho, com concentração às 17h na Av. Paulista, para quando está prevista a retomada da votação em plenário.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), precisa ser aprovada, com três quintos dos votos (308 de um total de 513), em dois turnos, para então seguir ao Senado. Segundo a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, os próximos três dias serão de “luta e resistência”, com diversas ações que lembram aos parlamentares que essa proposta não conta com a aprovação dos trabalhadores, já que o governo espera fazer a segunda votação no próximo sábado (13).

A votação se estendeu pela madrugada de 9 para 10 de julho em Brasília, com apreciação de requerimentos para retirada do projeto de pauta. Ao longo dos debates, também foi apresentada uma denúncia sobre a liberação de verbas de emendas parlamentares por parte do governo Bolsonaro para comprar o apoio dos deputados.

Na segunda-feira (8), o Planalto liberou R$ 920,3 milhões em 34 portarias para atender a solicitações dos parlamentares. Em uma dessas portarias, foram R$ 93 milhões liberados numa emenda aprovada, na Comissão de Seguridade de Câmara, que tinha originalmente valor bem menor, de R$ 2 milhões. Sem autorização legislativa para fazer essa alteração no orçamento, o governo estaria cometendo crime de responsabilidade, conforme denunciou a bancada do Psol. O PT também apresentou representação na Procuradoria-Geral da República.

 

Mobilização

Entre as forças de pressionar os deputados contra a aprovação da medida, a diretora da CUT destacou a ferramenta virtual Na Pressão. Por meio desse dispositivo, o cidadão pode enviar mensagens pelo WhatsApp, Facebook, Twitter e por e-mail para parlamentares que se manifestarem a favor da proposta que eleva o tempo de contribuição e a idade mínima, além de reduzir os valores das aposentadorias. Também é possível apoiar os deputados contrários a proposta, além de divulgar nas suas próprias redes sociais o posicionamento dos representantes.

As centrais estão também fazendo ações nos aeroportos, e também nos corredores da Câmara, para pressionar os parlamentares. Ela lembrou da campanha “Quem vota, não volta”, realizada durante a votação da “reforma” trabalhista no governo Temer. Cerca de 50% dos parlamentares que apoiaram a medida não se reelegeram nas eleições de 2018.

Trabalhadoras, trabalhadores e estudantes, que estão em Brasília, para o 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), deverão realizar uma manifestação na próxima sexta-feira (12), pela manhã, contra os cortes do governo Bolsonaro na educação, e também contra as mudanças pretendidas na Previdência.

 

Arte: Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo